Belém, suas belezas, temperos e aromas (parte 1)

Foco na Viagem - Belém

Do alto podemos ver! Preparando para o pouso se tem idéia da quantidade de rios na região, que cortam a vegetação e formam desenhos sinuosos e belos. Paisagem bem diferente da que estamos acostumados.

Banhada pela enorme Baía do Guajará, Belém, embora seja uma das maiores cidades do norte do país, manteve preservada a sua história. História essa que podemos ver na arquitetura colonial portuguesa das construções da Cidade Velha; em seus palacetes dos tempos áureos do ciclo da borracha do início do séc. XX; no giro do carimbó; e em seus pratos típicos, cujos preparos vem da sabedoria indígena de transformar veneno em iguaria.

Tivemos apenas um final de semana na cidade e que nos deixou com vontade de quero mais. Começamos nosso passeio pela Cidade Velha, parte mais antiga da cidade que cresceu a partir do Forte do Castelo (ou Forte do Presépio) construído em 1616, e que integra o complexo arquitetônico e religioso chamado Feliz Lusitânia.

A Feliz Lusitânia abrange além do Forte, a Praça D. Frei Caetano, o Palacete das Onze Janelas (hoje abriga o sofisticado restaurante Boteco das Onze Janelas, que de boteco não tem nada), Museu de Arte Sacra, Palácio Episcopal, Ladeira do Castelo e Catedral da Sé (ponto de partida do Círio de Nazaré).

Do Complexo Feliz Lusitânia fomos caminhando até o Mercado Ver-o-Peso, antigo mercado cabloco de 1688 que acompanhou as mudanças urbanísticas na época do ciclo da borracha, e que hoje compreende em uma série de construções históricas de 1901, como o Mercado de Peixe, A Feira do Açaí e o Mercado Bolonha. É um ambiente caótico mas imprescindível a visita para imergir nas raízes culturais do Pará.

No mercado se encontra de tudo, ervas medicinais, banhos de cheiro, temperos como o tucupí (feito da mandioca brava venenosa) e jambu (que causa dormência na boca), frutas das mais exóticas, charque, camarão seco, farinha, tapioca, açaí com peixe – sim, lá se toma açaí no almoço acompanhando arroz e peixe frito – peixes enormes como o pirarucu e artesanatos.

Enquanto esperávamos a chuva passar, pois chove praticamente todos os dias por volta de 15h (de dezembro a maio é a época de chuvas), provamos sabores e aromas que nós nunca havíamos experimentado. Aprovados os sucos de bacuri, taperebá e cupuaçu!

Saindo do mercado, acompanhando a beira do rio, chegamos até a Estação das Docas. As instalações faziam parte do antigo Porto de Belém, hoje revitalizadas, formam um complexo turístico com bares, restaurantes e lojas, área que lembra o Puerto Madero de Buenos Aires. Lá provamos os sorvetes da Sorveteria Cairu, recomendo fortemente os sabores Carimbó (castanha do pará com doce de cupuaçu) e o Mestiço (açaí com tapioca).

Também na Estação das Docas fica a Cervejaria Amazon Beer que, com fabricação própria, oferece várias opções de cervejas. As cervejas são ótimas e vale provar a de bacuri, levinha e refrescante, ideal para o calor de Belém!

Veja a segunda parte da viagem para Belém. Clique aqui.

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